terça-feira, dezembro 02, 2008
Mais um ano que passa...
Só nos resta viver, da melhor maneira possível, nos importando com aqueles que nos são próximos ao coração e às mãos, aqueles que nossas ações influenciam diretamente ou indiretamente na vida. Esses são os mais importantes.
Mostram-nos todos os dias quem nós realmente somos. São lições que devemos estar atentos a todo momento e dispostos a aprender... SEMPRE.
Continuando a minha vida... vamos ao ofício da Poesia...
PS: com novembro muito ocupado só agora parei para postar esses poema novinhos "em folha" rsrs. Ah, pra quem não sabe, hoje (02/12) é meu aniversário.
Sem Razão
Nasço
todos
os dias...
Pelos quatro cantos
do mundo,
a adversidade
me aguarda
a cada segundo.
À noite,
de dia
em casa
ou na rua...
Ninguém segura
o impulso
da vida.
Nasço apenas.
Sem razão de ser,
sem mais
Nem porquê.
Às vezes,
pura emoção...
Às vezes
à duras penas
Nasço...
Apenas
para ser
poema.
Marlos Drumond Villalba
O Melhor Vinho
No lugar
mais inusitado
do mundo
eu encontrei
o vinhedo
que tanto buscava
Sua produção
revela-me
a uva mais
primorosa
Como carne
de lábios
de mulher
me promove
o paladar
mais agradável.
Do seu vinho,
bebida viva,
me dá
os aromas
mais inacreditáveis
que, para sempre,
embebedarão
a minha
alma.
Marlos Drumond Villalba
Dias Úteis
Dias contados...
Só esses dias
realmente contam.
Dias que usamos
para viver
para aprender
para sentir
para sofrer
para sorrir
Para sorver
com vontade
o Presente,
fruto novo
da existência.
Úteis são os dias
que contamos
como
inesquecíveis
Marlos Drumond Villalba
Olhos de Pipa
Ao longe vejo
dois meninos
brincando
num pedacinho
de céu
da cidade-pedra.
Em meio aos prédios,
pedaços de papel-seda
e gravetos de bambu
riscam os ares
rodopiando
como se quem
chegasse primeiro
alcançasse a felicidade
Reconheço-me
nos olhos
desses meninos.
Com o olhar
elevados aos céus
pés correndo
leves
como plumas.
Pronto
para o salto
do pássaro...
Pronto
para virar
minha própria
pipa.
Marlos Drumond Villalba
quarta-feira, novembro 12, 2008
Mais um link amigo...
Bem, vou parar a rasgação de seda e deixar que vcs tirem suas próprias conclusões.
http://www.myspace.com/gabrielabuarque
Aproveitem.
Abraços.
segunda-feira, novembro 03, 2008
Mais dois poemas...
Nada é por acaso.
Nada...
É
por
Acaso.
Apenas
impõe-se
quando
já se fez
tudo
que se podia.
Tempo indeterminado
o do Acaso...
Dízima periódica...
Dívida periódica
entre
o tudo
e o nada.
Faz a vida
girar
a energia das cosias
rodar
E pela porta de trás
do tempo
nos faz retornar,
por acaso,
ao "antes" do que
éramos:
Nada.
E tudo
se refaz.
Marlos Drumond Villalba
Certo
Estou certo
de que nada mais
me é
certo.
Falta-me
precisão
para descrever
o caos
da consciência.
Dentro da não-certeza
do caos
decerto sinto
pulsar
a Poesia.
Certeza
que se impõe
antes
da vida,
depois
da morte
A cada
instante
A
cada
instante
A
cada
instante
.
.
.
Marlos Drumond Villalba
domingo, outubro 26, 2008
Novidade no front - Marina de la Riva (Ojos Malignos)
Taí uma cantora da nova geração da MPB, a belíssima Marina de la Riva... inclusive na voz. hahahaha
Tirem suas conclusões e se quiserem deixar aqui um comentário, eu agradeço muito.
Abraços a todos.
PS:Fiquei muito contente com o pessoal novo que andou acessando o blog (gente, serinho, gostaria de saber pelo menos o nome de vocês para agradecer aqui no blog. Só dá pra saber isso se comentarem alguma coisa clocando o nome no final, ok?)
sexta-feira, outubro 17, 2008
O Frio das Estrelas
Desce
sobre mim
o denso
ar frio
Do céu
eterno
cravejado
de lembranças
brilhantes.
Não me atendes...
O chamado
de minh'alma
emudece.
Congelado
meu coração
estremece.
Se talvez
caíssem todas
as estrelas do céu...
Quem sabe
assim
meu coração
mais feliz
aquecesse
e minha angústia
cesse.
15/10/2008
Marlos Drumond Villalba
domingo, outubro 12, 2008
Mais 2 ! (Signo da Saudade e A Poesia das Coisas)
Signo da Saudade
Saudade é fogo...
Represa
que se enche
pouco
a pouco
Com a chuva
de lembranças.
Nuvem carregada
de tempos
imemoriais
E os relâmpagos
da memória
marcam nas paredes.
Aquele lugar
onde nunca se foi
O Acaso
que ainda não veio
A lágrima
que ainda não veio.
O beijo
que nunca se deu
A fruta
que ainda não se provou.
O abraço
que sempre faltou.
Alguém...
que ainda não se conheceu.
Marlos Drumond Villalba
A Poesia das Coisas
é o verso
que não quer
calar
O hipertenso
pulso
da Poesia
Elevada
por uma
alma qualquer,
tocada
pelo Acaso
Vibra
a supercorda
através
do universo
Em seu primeiro acorde
Primordial...
Revela
o invisível
das coisas.
segunda-feira, outubro 06, 2008
Coisas a mais
Vamos à poesia? Pois bem, dessa vez vieram dois de uma vez só: "Movimento da terra" e "Fúria Maior". Vamos a eles, respectivamente:
Movimento da terra
Um desejo
ardente
move-se pelos
meandros
da alma humana.
Ígneas pedras
ressucitam
do eterno descanso...
Gritam:
"VIDA!"
Ondas sísmicas
percorrem as entranhas
da terra...
Possuindo-a
de tremores
intermináveis.
Feito louca
a terra se move
sem direção
E com apenas
um sentido
Mexer,
Romper.
Tirar
tudo
tudo
tudo
do lugar.
Marlos Drumond Villalba
Fúria Maior
É esperado
até comum
que um homem
se enfureça
ante as agruras
da vida.
Não se surpreende
quem o vê
gritar
quebrar, destruir
lutar.
Óbvia fúria...
Mas não se espera
toda essa
fúria
daquela de quem
apenas se espera
o recato.
Escandaliza...
Erode...
Rompe
as paredes lisas
das salas de jantar.
A mim...
Não surpreende
o horror daqueles
da calças curtas
na mão.
Engrandece sim
a minh'alma
perceber
a labareda
nos olhos
de estátua
da Musa.
Marlos Drumond Villalba