segunda-feira, novembro 03, 2008

Mais dois poemas...

Eterno Retorno

Nada é por acaso.

Nada...
É
por
Acaso.

Apenas
impõe-se
quando
já se fez
tudo
que se podia.

Tempo indeterminado
o do Acaso...

Dízima periódica...
Dívida periódica
entre
o tudo
e o nada.

Faz a vida
girar
a energia das cosias
rodar

E pela porta de trás
do tempo
nos faz retornar,
por acaso,
ao "antes" do que
éramos:

Nada.
E tudo
se refaz.

Marlos Drumond Villalba


Certo

Estou certo
de que nada mais
me é
certo.

Falta-me
precisão
para descrever
o caos
da consciência.

Dentro da não-certeza
do caos
decerto sinto
pulsar
a Poesia.

Certeza
que se impõe
antes
da vida,
depois
da morte

A cada
instante

A
cada
instante

A
cada
instante
.
.
.

Marlos Drumond Villalba

2 comentários:

Anônimo disse...

E que certeza...?

Unknown disse...

Tô amando o blog. Já puxei uma cadeira e pedi uma dose de amarula pra acompanhar meus olhos na leitura...