Desmandamentos
Ama
Como se não houvesse
O depois de amanhã.
O tempo ruge a altos brados.
Perdoa-te a ti mesmo
tua vida agradece
Não antecipa o sofrimento.
guarda-o para quando caíres
em ti mesmo.
Honra a ética do teu desejo
acima de todas as coisas
para que se prolonguem teus días na terra
Não tentes matar o tempo
antes toma-o como amigo
ele ganha qualquer batalha
Não cobiça tuas amizades
antes escolhe bem teus inimigos…
teus amigos verdadeiros
sempre vão te escolher
E quando mais tarde
toda a esperança se acabar
Quando tudo o mais te abandonar
deixa o teu coração queimar
até as cinzas.
Então...
Renasce.
Marlos Drumond
quarta-feira, abril 23, 2014
terça-feira, dezembro 31, 2013
Para 2014... Não se afaste do seu melhor amigo
Melhor amigo
Quando toco meu violão
sinto que não são suas cordas
que sinto vibrar em minhas mãos
e sim as cordas do universo
Não sabemos de onde vem
nem para onde vão
mas com certeza passaram por aqui,
sinto seus rastros
As cordas imprevisíveis do amor,
da alegria, da celebração,
as tristes cordas da mágoa, da rejeição,
e as invisíveis cordas da saudade...
Rastros em nós.
Nós que revelam quem somos
o que, quem queremos ser
quando estamos a sós
Que nós mesmos também temos uma corda
que nos impulsiona, nos detém
nos dá ritmo e melodia...
Por isso quando toco as cordas do violão
fico mais próximo do meu melhor amigo
meu coração.
Marlos Drumond
Marlos Drumond
sexta-feira, dezembro 20, 2013
No, hay que tomar las cosas a pecho
Me llama mucho la atención una expresión que dice: “No hay que tomar las cosas a pecho”. Creo que entienden que nada debe acercarse al corazón y entonces lo encierran, lo disminuyen, lo aprietan, lo congelan hasta que casi desaparezca o construyen a su alrededor muros gigantes, con guardias armados de miedo hasta los dientes. Estos muros, hay que hacerlos lo más alto posible, para que nadie pueda divisar la pequeña casita de cristal que hay adentro: la morada de un yo raquítico, tan débil, lastimado, miedoso y avergonzado que debe ser protegido cueste lo que cueste. Este yo tiene tanto miedo del mundo y sus incertidumbres, que para prevenir el posible dolor, congela el propio corazón. Se aleja de quien más pueda amar (tampoco sabe si esto es posible, amar…), está seguro que no lo merece, no tiene dudas, NO LO MERECE!
Confieso que me impresiona un pecho así de
débil, un corazón así de débil, así de cobarde. ¡Un corazón que no recibe a nada ni a nadie! Hay que tener
coraje para llevar las cosas a pecho. Hay que tenerlo fuerte para dejarlo
sangrar… Y después sanar las heridas. Hay que tenerlo abierto, despierto, vivo
para seguir adelante [vivir no es solo sufrir sino también alegría – y “la
alegría no es solo brasilera”]. Porque si lo llenas de candados de miedo, antes
de cerrarlos, hay que acordarse de llevar junto dos moneditas para el Caronte.
Ps: Buenas Fiestas!
quarta-feira, dezembro 18, 2013
Seja água...
O movimento da vida não pára
mesmo que você insista
em ser como uma grande pedra
no meio do caminho,
ela vai passar por você
como o fluxo de um rio
Queira você ou não
A vida escreve sua história
com letras invisíveis para alguns
mas sempre de maneiras misteriosas
Ela ensina que tudo se vai
seus amores, seus amados
suas ilusões...
Alguns tentam ser pedras leves
e se deixar levar
sem se preocupar
mas ainda assim são levados
e nunca gostam quando chegam lá
A água... essa sim
é levada apenas onde precisa ir
pela necessidade de fluir
Melhor ainda
é ser água do seu próprio rio.
Já que tudo se vai
vá, mas não levado
Vá, lado a lado com a vida
ela é a única que vai com você
até o final.
Marlos Drumond
domingo, dezembro 08, 2013
Da Angústia...
Angst
A liberdade tem um preço
não poder escolher
esquivar-se
das próprias escolhas
Escolher uma vida
é deixar sempre outra vida de lado
outras vidas...
E não olhar nunca para trás
Arrepender-se não é voltar
e corrigir o passado
Até mesmo voltar já é outro ato
Porque esta vida é uma peça de teatro,
não há desculpas
e tampouco há ensaio.
A liberdade tem um preço
não poder escolher
esquivar-se
das próprias escolhas
Escolher uma vida
é deixar sempre outra vida de lado
outras vidas...
E não olhar nunca para trás
Arrepender-se não é voltar
e corrigir o passado
Até mesmo voltar já é outro ato
Porque esta vida é uma peça de teatro,
não há desculpas
e tampouco há ensaio.
Angst
La libertad
tiene un precio
no poder
elegir
escabullirse
de sus
propias elecciones
Elegir una
vida
es siempre
dejar otra vida de lado
otras vidas…
Y nunca
mirar hacia atrás
Arrepentirse
no es volver
y corregir
el pasado
Mismo
volver ya es otro acto
Porque esta
vida es una obra de teatro,
no hay
excusas
y tampoco
hay ensayo.
Marlos
Drumond
domingo, novembro 03, 2013
Mil desertos
Que vastidões pode
este amor atravessar?
Neste instante, é o corpo
que padece, implora numa prece
para que meu espírito
chegue até você
A falta da tua sombra
me é insuportável!
Como toleras que as areias
dos mil desertos da solidão
inundem, tal praga de gafanhotos
este humilde,
demasiadamente humano coração?
O céu está mudo
sem teus olhos nos meus
Será proibido amar mais
do que o corpo clama?
Creio que minhas mãos
nunca vão se cansar
de buscar pelo oásis da tua pele
nestas areias...
E num dado momento
quando estiveres distraída,
te peço, amor,
apure os ouvidos
para o canto do vento
Canto que me consome...
É este amor de tantas vidas
que só quer encontrar
o teu nome
O t e u
n o m e . . .
sábado, novembro 02, 2013
Som do Beijo
Fala gente boa! É, tomei coragem e agora estou fazendo áudio dos meus poemas... Mas vamos pouco a pouco, sem pressa... O primeiro deles é "Beijo". Só clicar no link aqui embaixo. Espero que gostem.
Abraço a tod@s!
https://soundcloud.com/marlos-villalba/beijo
Abraço a tod@s!
https://soundcloud.com/marlos-villalba/beijo
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